Tag Archives: Redes Socias

QSP Summit 2012: «New wave marketing: the world is still round, the market is already flat»

13 Mar

As novas tecnologias de informação, a Internet e as redes sociais vieram revolucionar a economia e, com ela, a comunicação e a gestão das marcas. Em tempos de crise e de mudança constante o tema da 6ª edição do QSP Summit «The New Wave of Marketing», realizada a 8 de Março, na Exponor, em Matosinhos, abordou a necessidade de «adaptação» a esta onda. Paulo Nunes de Almeida, da AEP, sublinhou a necessidade de olhar para o Marketing Digital, mas tendo como princípio a criação de «conteúdos mais exigentes» , entender que «não basta produzir» mas sim «saber vender eficazmente». E o guru, cabeça de cartaz desta edição, Hermawan Kartajaya, afirma: «character is more important than brand».

Kartajaya

Hermawan Kartajaya, co-autor do livro «Marketing 3.0», Presidente da Associação Mundial de Marketing, considerado pelo Chartered Institute of Marketing do Reino Unido um dos «50 gurus que moldaram o futuro do marketing» foi o primeiro orador. Com uma comunicação intitulada «New wave marketing: the world is still round, the market is already flat» defende que é preciso conhecer a alma das marcas para além do que é tangível. Kartajaya alertou para a necessidade de se repensar tudo urgentemente, uma vez que se passou de um modelo vertival para horizontal, de um modelo exclusivo do processo de decisão para um modelo inclusivo, onde países antes arredados dos centros de decisão assumem agora o leme da economia. Kartajaya assinala que a transformação tem de começar pelos valores e estilos de vida, pela consciência de que se está num novo mundo que exige novas abordagens ao nível do marketing. «Crisis is the best time to transform» acrescentou o orador para quem os mercados exigem medidas e actuações inovadoras.

Um mundo em transformação

A começar pelo poder das redes sociais, nomeadamente do facebook, pela rapidez e número de pessoas que atinge (horizontal), transformando-se em número de utilizadores no terceiro país do mundo. O guru destaca também a rapidez do twitter (trending topics) que atinge mais pessoas que a CNN (breaking news) e em menos tempo, mas assinala também a diminuição do peso da indústria de Hollywood (vertical) para o império youtube (horizontal). Mas as mudanças não ocorrem apenas na internet, que Kartajaya considera mais humanizada. Na verdade, está a decorrer uma alteração da dimensão exclusiva (G7) para uma perspectiva do mundo inclusiva (G20), numa referência à abertura dos países asiáticos aos mercados. Outro factor a merecer a atenção deste especialista em Marketing está na dimensão das empresas: as grandes companhias como a Microsoft ou amazon, estão a dar lugar a companhias inovadoras como a Skype. Por outro lado, o guru regista que os super ricos abrem-se à solidariedade (fundação Bill Gates). Mas a grande novidade está na mudança que ocorre na sociedade e nas nações. Karatajaya assinala a mudança da perspectiva individual, dos grandes ditadores (Kadafi) para o surgimento dos líderes desconhecidos. «Nobody is powerful», sublinha Kartajaya para quem o poder deixa de estar nos grandes centros de decisão, em Wall Street, por exemplo, e passa para movimentações de cidadãos como «ocuppy wall street».

Kartajaya sublinha ainda a ideia de que a criação de laços, diálogo e respeito pelo consumidor são novas posturas a ter em conta na hora de actuar junto dos mercados: «conversation is more important than promotion» ou «treat the customer as a human being». Até porque, no entender deste guru, hoje em dia o consumidor tem mais conhecimento. O autor de Marketing 3.0 destaca entre as principais alterações ao nível do Marketing a passagem do 4C (Change, Competitor, Customer, Company) para o 5C (Change Agents; Competitor, Connector, Customer e Company). Outra mudança a registar é a transformação do PDB (Posicionamento, Diferenciação, Brand) para um Triplo C. Assim, ao nível da integridade da marca importa ter em conta a Clarificação, posicionamento, (what is your colour?); ao nível da imagem de marca, a Codificação – ADN – (what is your authenticy?) e, ao nível da identidade da marca, o Character, carisma, (what is your aura?). No centro deste triângulo Karatajaya assinala as palavras: Connected, Catalyst e Civilized.

Frases como «If you lost your uniquess, you’re nothing»; «character is more important than brand» ou «trust more on friends» e «clarify your positioning» assinalam a necessidade de se repensar o modo como cada marca se apresenta ao mercado. E Kartajaya continua a assinalar as mutações. No Marketing Tradicional existia a segmentação, alvo (target), posicionamento e diferenciação. Com a nova onda do marketing assiste-se a: Communitization, Confirmation, Clarification e Codification. Se no marketing mix se assinalavam os 4P’s: produto, preço, mercado (place) e promoção, a new wave of marketing mix destacam-se os C’s: Co-creation, Currency (value), Communal Activation e Conversation. As alterações terminológicas continuam a ser destacadas também para sublinhar a importância da mudança de atitude: Selling passa para Commercialization, Branding dá a vez a Character, o serviço a Caring e o processo a Collaboration. Kartajaya destaca ainda que se os países emergentes são uma nova realidade, importa assinalar também os novos consumidores: jovens, mulheres e os netizens.

Anúncios

Estudo mostra panorama do uso de mídias sociais no mundo

26 Nov

A maioria (66%) das empresas globais considera suas operações em sites de redes sociais intensas (21%) ou regular (43%), o que representa um aumento de 21 pontos percentuais em relação ao ano anterior, de acordo com um relatório apresentado em novembro de 2011 pela Econsultancy em parceria com a LBi e bigmouthmedia. Dados do estudo “State of Social 2011 Report” ainda mostram que a proporção de empresas que afirma ter apenas experimentado as mídias sociais apresentou uma queda no ano a ano, diminuindo dos 40% registrados em 2010 para 31% ao longo deste ano, o que significa que mais lojistas estão deixando de apenas testar as mídias sociais para torná-las uma parte importante de suas organizações.

O mesmo padrão é verificado no lado da oferta: enquanto menos agências / consultorias afirmam que seus clientes (empresas) estão apenas experimentando as mídias sociais (46% neste ano contra 56% em 2010), uma proporção maior afirma que seus clientes têm um envolvimento regular (39% contra 34%) ou estão fortemente envolvidos (13% / 8%).

De acordo com outro estudo apresentado em abril de 2011 pela SocialMedia Examiner, a maioria (88%) dos comerciantes acredita que suas operações em mídia sociais apresentam maior visibilidade para seus negócios, enquanto 72% relatam que suas campanhas foram positivas para o aumento do tráfego e vendas. Além disso, de acordo com estudo de novembro da Webmarketing123, os leads gerados em sites de redes sociais se mostraram muito qualificados, com 55% dos comerciantes afirmando ter fechado algum negócio derivado de um lead do gênero.

Twitter lidera entre as plataformas

87% das empresas globais que participaram do estudo da Econsultancy utilizam o Twitter como parte de seu planejamento de marketing em mídias sociais ou atividade de relações públicas, parcela superior aos 82% que afirmam utilizar o Facebook. Outros gigantes do mercado de mídias sociais, como o YouTube (69%) e LinkedIn (57%), também são utilizados pela maioria das empresas. Após estas, há uma grande diferença no uso deste tipo de plataforma, com 19% afirmando utilizar a Wikipedia, seguidos por Foursquare (15%), Google+ (14%), Vimeo (13%), Stumbleupon (12%), Delicious e Digg (ambos com 11%). O relatório observa que no período em que pesquisa estava sendo executada o Google não havia lançado oficialmente sua versão do Google+ para negócios, mesmo que diversas empresas já tivessem incluído o botão +1 em seu site.

O estudo também mostra que no ano anterior a proporção de empresas que utilizava o Twitter cresceu 5%, enquanto a popularidade do YouTube e LinkedIn aumentou 19% e 12%, respectivamente. Dentre os quatro principais sites do gênero, a penetração do Facebook foi a mais tímida, crescendo apenas 2,5%, ante 80% registrados em 2010. Enquanto isso, o Foursquare quase duplicou sua popularidade, com sua utilização aumentando de 8% para 15% entre as empresas.

Dentre os entrevistados do lado da oferta (agências / consultorias), os quatro sites mais populares também se posicionam entre os mais citados, com o Facebook (92%) e o Twitter (88%) ocupando a primeira e segunda colocação.

Maioria das empresas utiliza redes sociais para o Marketing

Segundo o estudo, quando se compara com o ano anterior, um número cada vez maior de empresas está utilizando o Facebook para uma variedade de propósitos, que vão desde o marketing e vendas até o monitoramento de marcas e serviços ao cliente. Apesar de o uso mais popular do Facebook seja para o marketing, aumentando de 67% para 75% no ano a ano, outras formas de utilização também estão se tornando cada vez mais representativas entre os comerciantes. Neste ano, por exemplo, um grupo de 52% está utilizando a rede social para responder a questões e perguntas de consumidores, o que representa um salto de 56% em relação aos 29% que haviam afirmado o mesmo no ano anterior. Uma proporção similar (51%) afirma fazer uso para obter feedbacks dos clientes, crescimento de 38% em relação aos 37% registrados em 2010. Por outro lado, as agências / consultorias apresentaram um padrão similar de aumento nas diferentes formas de utilização do Facebook, com o uso para o atendimento ao cliente apresentando o maior incremento, saltando de 28% para 49%.

Da mesma forma que ocorre com o Facebook, os serviços ao consumidor são os tipos de uso que mais cresce no Twitter (43%) aumentando de 35% para 50%. Enquanto isso, a utilização do Twitter como canal de marketing (77%) e para a publicação de novos conteúdos (74%) permaneceu as duas categorias mais populares entre as empresas.

Uso de redes sociais é popular, mas empresas acreditam que podem melhorar

Apesar de o Facebook e Twitter serem cada vez mais utilizados pelas empresas nos diferentes países, a maioria acredita que pode integrar melhor suas plataformas em suas estratégias gerais de mídias sociais. Neste ano, 37% dos comerciantes afirmam ter utilizado o Twitter, crescendo 37% em relação aos 27% que haviam afirmado o mesmo no ano passado. Ainda assim, metade (50%) acredita que pode utilizar com maior frequência este canal, contra 59% que afirmaram o mesmo em 2010.

A expectativa no uso do Facebook pelos entrevistados do lado da oferta é mais comedida: 27% afirmam estar utilizando intensamente este site, comparados com 25% que afirmaram o mesmo no ano anterior. Enquanto isso, outros 58% sentem que podem aumentar a utilização desta plataforma, comparados aos 55% que afirmaram o mesmo em 2010.

Fonte: ecommercenews.com.br