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Buyology – Martin Lindstrom

19 Out

«Um especialista em branding que compreende a linguagem dos consumidores.» – BBC Panorama
«Um verdadeiro especialista em consumo.» – The Independent
«Vai fazê-lo encarar o comportamento dos consumidores e dos fabricantes de forma completamente diferente.» – Philip Kotler
Estas são algumas das muitas opiniões sobre o livro Buyology de Martin Lindstrom. Um livro muito enriquecedor no conceito do comportamento do consumidor, baseado na ciência do neuromarketing, relata estudos e experiências feitas com voluntários que se predispuseram a participar numa viagem de investigação ao cérebro do consumidor.
Fundamentado numa conjugação de conhecimentos médicos, tecnológicos e em estratégias de marketing, demonstra que as novas ferramentas de estudo/pesquisa podem ser muito mais revolucionárias e inovadoras, se, tentar-se perceber como e de que forma o nosso cérebro reage a estímulos de interesse e posteriormente à decisão de compra.
Lindstrom, acredita que se descobrir a “fórmula” que leva os consumidores a preferir uma marca em detrimento de outra, a forma como a publicidade influência o seu comportamento, mesmo sendo a subliminar, poderá o ajudar a delinear um futuro vanguardista na estratégia da publicidade. Assim como, mudar a forma como todos nós pensamos e nos comportamos enquanto consumidores.
“…rapidamente descobri que o neuromarketing, um estranho casamento entre marketing e a ciência, era a janela para a mente humana…” Martin Lindstrom
Ressonância magnética e a técnica de SST- topografia estável, estão na base das muitas experiências realizadas neste estudo do neuromarketing, e Martin conclui que os consumidores respondem contrariamente ao que de facto pensam ou sentem. Isto é, muitas vezes o nosso comportamento face à reação do estímulo provocado no nosso subconsciente é contrário ao que achamos “politicamente correto”.
Este livro está repleto de exemplos reais de marcas conhecidas por todos nós, que justificam os mais variados comportamentos dos consumidores quando expostos à publicidade. Os estudos realizados, demonstram que efetivamente somos influenciados tanto pelas mensagens, pelas cores, pelo som como pela imagem. No entanto, refere que devido à excessiva divulgação, inconscientemente muita informação passa para o “armazém”. Isto é, a memória a longo prazo, sendo que uma grande parte acabará no esquecimento.
E citando Lindstrom: “ As marcas são o meio através do qual o nosso cérebro codifica as coisas de valor, e uma marca que seja capaz de nos envolver emocionalmente – irá sempre sair a ganhar.”
Na minha opinião e concordando com Andrew Robertson este livro é “Arrebatador. Provocante, desafiador, emocionante, inteligente e, acima de tudo, muito útil!”. Acrescento, que não deixa de ser também um livro de cultura geral, pois faz referência a muitos acontecimentos históricos, como por exemplo, quando compara Cristóvão Colombo em 1942 (com um mapa na mão, enquanto o vento soprava o seu barco em direção àquilo que poderia ser terra firme) à forma como as empresas (anteriormente a 2003) abordavam os seus consumidores. Querendo dizer que, as empresas pareciam não compreender os seus consumidores, ou seja, que não criavam marcas que fosse de encontro com as suas necessidades.

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Tudo uma questão de «confiança»

24 Out

“When trust goes up, speed will also go up and cost will go down”

Stephen Convey

 Em tempos incertos e de crise, como os que a(c)tualmente a sociedade mundial atravessa, o termo confiança passou a figurar como uma das prioridades, como defende Stephen M.R. Convey, autor do livro «The Speed of Trust» e que esteve em Portugal, no âmbito da Happy Conference, no Hotel Tivoli, em Lisboa, na semana passada. Para este especialista conceitos como liderança, ética, alto desempenho e, claro está, confiança,  são cruciais para o desenvolvimento das organizações. Para Convey, a confiança é um verdadeiro impulsionador económico, uma competência que pode ser adquirida e medida, que torna as organizações mais rentáveis, as pessoas mais flexíveis e as relações mais enérgicas. De acordo com informação divulgada na webletter da Briefing, na conferência realizada a dia 20 de Outubro, Convey voltou a sublinhar que “a confiança é uma competência aprendida” e lembrou «a diferença entre trabalhar com pessoas com grande confiança e pessoas com pouca, fazendo o paralelismo entre o dia e a noite». Para quem não tem tempo para ler o livro na íntegra sugere-se a leitura do resumo da autoria de Dwaine Gandy AQUI.