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Quem é, o que pensa e o que deseja ser o jovem consumidor digital?

20 Nov
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Fonte: Gazeta do Povo

Por João Correia*

O consumidor digital valoriza menos a publicidade e ouve mais os conselhos de amigos, experts e até mesmo de marcas que considera importantes. Ou seja, o word-of-mouth torna-se o maior influenciador das mentes consumistas. Outra característica deste público é o impulso de compra, motivado pela tentativa de se sentir parte de uma comunidade.

Atualmente, há uma tendência para que profissionais de marketing e de desenvolvimento de produtos, publicitários e especialistas em social media tentem responder a estas perguntas. Uma tarefa que não se tem revelado nada fácil, já que as mudanças de motivações de compra ocorrem a uma velocidade alucinante. Obter sucesso nesta investigação, no entanto, é garantir a sobrevivência num mercado que, a cada dia que passa, se torna mais complexo e repleto de incertezas. Embora o processo ainda seja muito embrionário e não se possa afirmar claramente quem é este novo público – e muito menos apresentar fórmulas mágicas para seduzi-lo -, há uma série de indícios que vão delineando o perfil e o melhor modo de dialogar com o consumidor do futuro.

Durante a redação deste texto, exploraram-se alguns estudos que indicaram as tendências de consumo da nova geração digital.
Uma das principais constatações das pesquisas é que os consumidores digitais valorizam menos a publicidade massiva e ouvem mais as sugestões dos amigos, especialistas e até mesmo de marcas com as quais se identificam. Neste contexto, um anúncio publicitário tem menos valor do que uma lista de top ten publicada num site de especialidade ou recomendações postadas no facebook de um amigo. Por isso, ações de marketing viral que estimulem o word-of-mouth digital têm grande recetividade da população.

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Fonte:ideiademarketing

Também importante é a descoberta de que a expetativa de aquisição de um produto é mais vivida do que a própria posse em si. O desejo de consumir pode ser interpretado como uma forma de se sentir parte de uma comunidade. Este sentimento ganha força por culpa de uma aceleração da sociedade em que vivemos, que provoca no consumidor digital um anseio e uma tentativa de experimentar tudo, no menor tempo possível, sem se prender a crenças ou estilos. Além disso, a nova geração consumista não é muito fiel a marcas e não gosta de ser estereotipada nas ações de comunicação. Há ainda dados que comprovam algo que os especialistas em marketing digital já perceberam há algum tempo: para alcançar os novos consumidores, não basta uma campanha publicitária tradicional. É necessário partir para ações que, além da publicidade, insiram a marca no mundo online com o qual este público está habituado a relacionar-se. Assim, a estratégia deve passar pela aposta nas ferramentas digitais, como envio de publicidade online, sms, merchandising em jogos de vídeo e marketing viral.
A grande questão de hoje é avaliar o quanto um produto ou serviço está ligado ao quotidiano do consumidor. Para alcançá-lo, devem ser utilizadas as diferentes ferramentas de marketing atualmente à disposição no mercado, como motores de busca e word-of-mouth digital. A nova geração é adepta das comunidades online. O consumidor digital mais jovem confia mais no amigo que tem uma página no Facebook ou que conversa com ele no Skype do que na publicidade. Este público está inserido em comunidades. Acessa o Facebook, YouTube, Wikipedia, etc. As empresas devem-se lembrar disso na hora de preparar os planos de comunicação.
Indo um pouco mais longe, é preciso investir na experimentação. As marcas precisam criar experiências reais, a ponto de provocar uma publicidade espontânea na internet por parte das comunidades. Resumindo, as marcas devem encantar os jovens consumidores, para levá-los a falar bem dos produtos em páginas do Facebook ou blogs. O grande desafio, claro, é como fazer isto, pois ainda não se encontrou uma linguagem de marketing adequada em relação a todos os recursos digitais. E este jovem consumidor não é passivo. Não é a comunicação que o cria, mas sim ele que escolhe ao que vai dar atenção.
Com tantas facilidades para aceder o que quiser, uma das características mais marcantes do consumidor atual é o seu nível de informação. Isto influencia todos os diferentes segmentos de público e afeta diretamente a relação dos consumidores com produtos e serviços. Os consumidores hoje têm mais opções e informações sobre os itens durante a pré-compra e, cada vez mais, interagem entre si por meio de ferramentas digitais, trocam experiências sobre produtos e serviços, além de falarem do impacto destes na sua vida e desenvolverem novos relacionamentos. As tecnologias digitais tornaram o consumidor mais exigente. Ele sabe que agora existe uma série de benefícios e funcionalidades nos produtos, e exige isso das marcas.

*Aluno do 3º ano da Licenciatura em Marketing, Publicidade e Relações Públicas, no Isvouga, Instituto Superior de Entre Douro e Vouga.

Artigo realizado no âmbito da unidade curricular de Comportamento do Consumidor

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É preciso ir ter com o consumidor

25 Out

Numa altura como esta que atravessamos, as marcas querem aumentar o volume das suas vendas, e para o conseguirem têm de atuar junto dos pontos de venda, para chegar diretamente ao consumidor.

Segundo o diretor comercial da GoDirect Group: «…as ações no ponto de venda continuam a significar um aumento de vendas superior a 25% quando se compara com iguais períodos em que não há promoção ou mecânicas de passatempos em curso»

Toda esta estratégia direta com o consumidor deve-se ao facto de o “atual” consumidor estar desperto e à prova do bombardeamento publicitário a que estão sujeitos que se traduz numa elevada saturação visual, o que faz com que o consumidor esteja mais suscetível aos atributos funcionais em detrimento dos emocionais. É dever das marcas contrariar isto, daí a necessidade de estas inovarem e explorarem novas formas de comunicação através da descoberta e experimentação sensorial. Como o efeito surpresa, nos pontos de venda (PDV) a utilização do chamado marketing sensorial expressa assim a personalidade da marca através das ações que apelam aos cinco sentidos, sejam eles os visuais, sonoros, olfativos, auditivos e tácteis, são determinantes para cativar a atenção do consumidor, envolvendo-o emocionalmente e incentivando-o a experiências únicas e diferenciadoras.

Estas estratégias de atrair o consumidor através das sensações/experiências, como, por exemplo, a degustação e a simulação, são ações que têm de ser inesperadas e consentâneas e assim o consumidor cria empatia com a marca, ao mesmo tempo que esta recebe o feedback, o que pode ajudar no desenvolvimento de novos produtos, ou melhorar os atuais, indo assim ao encontro das preferências do consumidor, aumentando assim a probabilidade de criar futuras relações duradouras.

Mónica Ferreira considera que outra das ações eficazes «são aquelas que oferecem ao consumidor o que precisa com a garantia, ou perceção, de que será possível ganhar facilmente e sem esforço». Isto é, o consumidor quer que a compra seja rápida, fácil e sem massacres com toda a informação a que está sujeito diariamente.

Com o envolvimento consumidor – marca cada vez mais próximo, tenta-se que o consumidor se sinta em casa nos PDV, portanto a tarefa é fazer com que este se sinta importante, ouvido, por isso é necessário falar diretamente com ele, captar os seus dados, (o que vai ajudar a marca a criar um perfil deste) e criar momentos de experimentação e consequente ligação com o produto.
Como estamos numa era em que as novas tecnologias digitais ganharam poder, e o consumidor do século XXI é muito high tech, nada melhor do que fazer com que o consumidor interacta com estas nos PDV para melhor conhecer a marca e os produtos que esta oferece, mostrando que esta informação pode ser cruzada com as redes sociais, websites e outras ações de comunicação.

Sabrina Marques, Lmprp.3272