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As marcas e as redes sociais

4 Abr

Após a euforia das redes sociais, é urgente encontrar mecanismos de medição das actividades nas redes sociais.  A Briefing dá conta de uma monitorização que verifica as marcas e personalidades em destaque.

A Super Bock é a marca de cervejas com maior visibilidade online, tendo recolhido 64 por cento das referências monitorizadas na primeira edição do Barómetro Social da Identidade Digital e Cision. Seguem-se a Carlsberg, também uma marca do portefólio Unicer, com 18,10 por cento das referências, e a Sagres, da Central de Cervejas, com 10,9 por cento.

Esta ordem de fatores mantém-se quando se analisa a presença online por plataformas: assim é nos blogues, no Facebook e no Twitter, sendo aqui, aliás, que a Super Bock se distancia das demais cervejas, com 77,8 por cento das referências.

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Também as marcas de café estiveram em foco neste barómetro e a conclusão é que o Twitter é o canal privilegiado pelos consumidores para falarem sobre estas marcas, surgindo depois os blogues e o Facebook.

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O marketing na era social media

26 Mar

Hélder Falcão e Vasco Marques, conceituados especialistas em networking, são os oradores da quinta edição do ciclo de conferências ISVOUGA MARKETING SESSIONS, hoje, 26 de Março, às 19h, no ISVOUGA,em Santa Maria da Feira.

Com um interesse especial pela área do social media e com vasta experiência em consultoria e formação, os dois oradores têm como ponto de partida o universo Social Media Marketing, tema sobre o qual vão apresentar casos práticos. O desafio é debater as tendências e desafios das novas formas de comunicar nos meios online, nomeadamente a reputação online.

A moderar a sessão está Maria do Céu Bastos, professora de Inglês e tradutora, actualmente a fazer doutoramento em Estudos de Tradução, com uma tese sobre a tradução e a publicidade. Traduz sobretudo conteúdos e campanhas publicitárias para a Internet e redes sociais, nomeadamente o website da Ford e produtos da Google (Adwords, AdSense, Google Maps).

Hélder Falcão é business coach, consultor, formador e orador convidado em tecnologia social e networking empresarial. Fundou o BNI, Business Network International, em Portugal e no Brasil, uma estrutura empresarial representada em 56 países, organizou mais de 500 eventos sócio-empresariais em Portugal. É country leader na Ecademy, Mestre em Health Informatics pela City University, Londres. Docente na Pós-Graduação de Marketing Digital no IPAM, formador na AERLIS, AEP, APQ, CESAE e consultor em Tecnologia Social em várias multinacionais. CEO da agência CMI, contribui activamente na Porto Digital – Cidade das Profissões, envolvendo projectos para crianças, empreendedores e professores.

Vasco Marques é MBA com especialização em e-Business e Licenciado em Gestão e Negócios. Detém diversas certificações técnicas, entre elas: Microsoft Certified Trainer, Microsoft Certified Professional, Microsoft Office Master Instructor e Google Certified Partner. Possui uma vasta experiência formativa, consultiva e profissional em desenvolvimento web, redes sociais e multimédia. É também docente no Ensino Superior, em disciplinas de Licenciatura e Pós-graduações em áreas relacionadas com Marketing Digital, Redes de Informação e Ferramentas Digitais.

O que é Social Media?

25 Mar

Há uns anos Deidre Breakenridge foi desafiada a condensar em 140 palavras a sua definição de social media. Para esta especialista em Relações Públicas, social media não só implica ouvir com atenção e aprender a partilhar informação valiosa, mas também, passa pela união de pessoas e a construção de relações sólidas:

“Social media means listening carefully and learning to share valuable information that bonds people and builds strong relationships”

 A mesma autora no livro PR 2.0 New Media, new tools, new Audiences defende que com a Web social o monólogo dá origem ao diálogo uma vez que força a actividade de Relações Públicas a substituir a ideia de transmissão (broadcasting) pela noção de ligar (connecting).

Social Media is anything that uses the Internet to facilitate conversations between people. I say people, because it humanizes the process of communications when you think about conversations instead of companies marketing and audiences. Social Media refers back to the «two way» approach of PR that Ivy Lee discussed (…). It´s about listening and, in turn, engaging people on their level. It forces PR to stop broadcasting and start connecting. Monologue has given way to dialogue” (Breakenridge, 2008: xviii).

 A compreensão desta mudança de paradigma está no cerne de muitas das alterações em curso na forma como as instituições comunicam nos dias de hoje. À interactividade e flexibilidade juntam-se a fragmentação, rapidez e, acima de tudo, a dificuldade em gerir tamanho manancial de informação. É por isso que o tema SOCIAL MEDIA é um assunto a carecer de intenso e regular debate.

E amanhã, dia 26 de Março, no auditório do Isvouga, no âmbito de mais uma edição ISVOUGA MARKETING SESSIONS, há a oportunidade para ouvir Hélder Falcão e Vasco Marques falar de SOCIAL MEDIA MARKETING.

QSP Summit 2012: Criar ligações que duram

13 Mar
DR comScore

Gian Fulgoni, co-fundador comScore

Outra das presenças em destaque na sexta edição da QSP Summit foi Gian Fulgoni, co-fundador da empresa comStore. Numa entrevista publicada a 5 de Março de 2012, no jornal Dinheiro Vivo, encontram-se algumas das principais ideias referidas na intervenção, a 8 de Março, na Exponor. Para Fulgoni é importante: ligar, envolver, atingir e influenciar os consumidores, mas, alerta para a necessidade urgente de monitorizar e medir sempre qualquer acção.

As marcas podem retirar mais benefícios da sua publicidade online (display) usando as corretas medições de eficácia da publicidade, incluindo a medição de mudanças de atitudes e comportamento provocadas pela publicidade, como a subida nas visitas do site, consultas de pesquisa de marcas e vendas online/offline. Também podem fazer isso não usando os cliques como a medida da eficácia de um anúncio. A pesquisa da comScore tem revelado que não há relação entre as taxas de cliques e o impacto da publicidade.
Podem fazer isso também medindo o grau até onde o plano de media [compra de espaço comercial] foi realizado como planeado, isto é, atingiu os correctos públicos demográficos, com a penetração [reach] e a frequência planeadas e a visibilidade necessária (oportunidade de ser visto)? Há igualmente que assegurar que a criatividade da publicidade foi testada e que revela mostrar o que se pretende comunicar.

Fonte: Dinheiro Vivo

Também quando lhe perguntaram Se uma marca está a testar a sua entrada nos media sociais, o que recomendaria? Fulgoni não tem dúvidas:

Que começasse no Facebook e tentasse atrair o máximo possível de fãs e enviar-lhe comunicações de marca no seu feed de notícias (não na página dos fãs que raramente é visitada pelos fãs logo após se tornarem fãs). Depois monitorizar de que modo as comunicações são amplificadas à medida que passam para os amigos dos fãs. Finalmente, medir o impacto dessas comunicações no comportamento dos fãs usando as métricas que já referi.

Fonte: Dinheiro Vivo

Ler entrevista na íntegra AQUI.

QSP Summit 2012: «New wave marketing: the world is still round, the market is already flat»

13 Mar

As novas tecnologias de informação, a Internet e as redes sociais vieram revolucionar a economia e, com ela, a comunicação e a gestão das marcas. Em tempos de crise e de mudança constante o tema da 6ª edição do QSP Summit «The New Wave of Marketing», realizada a 8 de Março, na Exponor, em Matosinhos, abordou a necessidade de «adaptação» a esta onda. Paulo Nunes de Almeida, da AEP, sublinhou a necessidade de olhar para o Marketing Digital, mas tendo como princípio a criação de «conteúdos mais exigentes» , entender que «não basta produzir» mas sim «saber vender eficazmente». E o guru, cabeça de cartaz desta edição, Hermawan Kartajaya, afirma: «character is more important than brand».

Kartajaya

Hermawan Kartajaya, co-autor do livro «Marketing 3.0», Presidente da Associação Mundial de Marketing, considerado pelo Chartered Institute of Marketing do Reino Unido um dos «50 gurus que moldaram o futuro do marketing» foi o primeiro orador. Com uma comunicação intitulada «New wave marketing: the world is still round, the market is already flat» defende que é preciso conhecer a alma das marcas para além do que é tangível. Kartajaya alertou para a necessidade de se repensar tudo urgentemente, uma vez que se passou de um modelo vertival para horizontal, de um modelo exclusivo do processo de decisão para um modelo inclusivo, onde países antes arredados dos centros de decisão assumem agora o leme da economia. Kartajaya assinala que a transformação tem de começar pelos valores e estilos de vida, pela consciência de que se está num novo mundo que exige novas abordagens ao nível do marketing. «Crisis is the best time to transform» acrescentou o orador para quem os mercados exigem medidas e actuações inovadoras.

Um mundo em transformação

A começar pelo poder das redes sociais, nomeadamente do facebook, pela rapidez e número de pessoas que atinge (horizontal), transformando-se em número de utilizadores no terceiro país do mundo. O guru destaca também a rapidez do twitter (trending topics) que atinge mais pessoas que a CNN (breaking news) e em menos tempo, mas assinala também a diminuição do peso da indústria de Hollywood (vertical) para o império youtube (horizontal). Mas as mudanças não ocorrem apenas na internet, que Kartajaya considera mais humanizada. Na verdade, está a decorrer uma alteração da dimensão exclusiva (G7) para uma perspectiva do mundo inclusiva (G20), numa referência à abertura dos países asiáticos aos mercados. Outro factor a merecer a atenção deste especialista em Marketing está na dimensão das empresas: as grandes companhias como a Microsoft ou amazon, estão a dar lugar a companhias inovadoras como a Skype. Por outro lado, o guru regista que os super ricos abrem-se à solidariedade (fundação Bill Gates). Mas a grande novidade está na mudança que ocorre na sociedade e nas nações. Karatajaya assinala a mudança da perspectiva individual, dos grandes ditadores (Kadafi) para o surgimento dos líderes desconhecidos. «Nobody is powerful», sublinha Kartajaya para quem o poder deixa de estar nos grandes centros de decisão, em Wall Street, por exemplo, e passa para movimentações de cidadãos como «ocuppy wall street».

Kartajaya sublinha ainda a ideia de que a criação de laços, diálogo e respeito pelo consumidor são novas posturas a ter em conta na hora de actuar junto dos mercados: «conversation is more important than promotion» ou «treat the customer as a human being». Até porque, no entender deste guru, hoje em dia o consumidor tem mais conhecimento. O autor de Marketing 3.0 destaca entre as principais alterações ao nível do Marketing a passagem do 4C (Change, Competitor, Customer, Company) para o 5C (Change Agents; Competitor, Connector, Customer e Company). Outra mudança a registar é a transformação do PDB (Posicionamento, Diferenciação, Brand) para um Triplo C. Assim, ao nível da integridade da marca importa ter em conta a Clarificação, posicionamento, (what is your colour?); ao nível da imagem de marca, a Codificação – ADN – (what is your authenticy?) e, ao nível da identidade da marca, o Character, carisma, (what is your aura?). No centro deste triângulo Karatajaya assinala as palavras: Connected, Catalyst e Civilized.

Frases como «If you lost your uniquess, you’re nothing»; «character is more important than brand» ou «trust more on friends» e «clarify your positioning» assinalam a necessidade de se repensar o modo como cada marca se apresenta ao mercado. E Kartajaya continua a assinalar as mutações. No Marketing Tradicional existia a segmentação, alvo (target), posicionamento e diferenciação. Com a nova onda do marketing assiste-se a: Communitization, Confirmation, Clarification e Codification. Se no marketing mix se assinalavam os 4P’s: produto, preço, mercado (place) e promoção, a new wave of marketing mix destacam-se os C’s: Co-creation, Currency (value), Communal Activation e Conversation. As alterações terminológicas continuam a ser destacadas também para sublinhar a importância da mudança de atitude: Selling passa para Commercialization, Branding dá a vez a Character, o serviço a Caring e o processo a Collaboration. Kartajaya destaca ainda que se os países emergentes são uma nova realidade, importa assinalar também os novos consumidores: jovens, mulheres e os netizens.

A presença online das empresas nacionais

8 Nov

A consultora sueca KWD realizou mais uma vez um estudo com vista a avaliar a presença online das empresas. Os principais dados do último relatório, divulgado na webletter da Briefing, revelam a análise a 950 páginas de empresas. Entre os 40 países escrutinados, Portugal figura na 13ª posição, um lugar abaixo em relação ao ano anterior. O melhor lugar foi alcançado pela Portugal Telecom.

O relatório revela ainda que as empresas portuguesas devem ter uma maior preocupação relativamente à apresentação de cenários de stress e à descrição clara de estratégia, modelo de negócio ou gestão de risco.

Quando questionado sobre o que podem as empresas portuguesas fazer para melhorar o uso nos social media, Staffan Lindgren explicou ao Briefing que as mesmas “devem analisar activamente em quais áreas vão começar a usar os social media para melhorar a comunicação com os seus grupos-alvo. Todas as partes interessadas, incluindo investidores e analistas, são activos nos social media e isso pode e deve ser usado pelas empresas“.

Fonte: KWD e Briefing

 

E na era 3.0 quais são as competências de RP?

24 Out

 

«At this point it is still uncertain as to the ultimate impact our floundering economy will have upon the public relations and marketing world. However, one thing is for certain. The PR/marketing industry has undergone a dynamic shift that requires a new set of skills and a deeper understanding of the power of the Web».

[Scott Meis]

Aproveitando o tema do primeiro seminário Isvouga Marketing Sessions, Marketing 3.0, a decorrer dia 29 de Outubro, sugere-se a leitura do artigo «PR 3.0 Do you have the skills to compete?».  Neste texto, de 2008, Scott Meis elabora uma proposta de 10 competências que um profissional de Relações Públicas deve possuir, se quiser estar inserido na era 3.0 e que podem permitir uma comunicação mais eficaz e adaptada às funcionalidades das redes sociais. Espera-se que a reflexão em torno destas competências ajude a estimular o debate no próximo sábado.

1. A capacidade de pesquisa.

2. Compreender a forma como se estrutura a Web.

 3. Compreender o significado de social media, nomeadamente, dominar as possibilidades de comunicação que as ferramentas online proporcionam.

 4. Aplicar estratégias de envolvimento a(c)tivo , ou como Meis destaca: «You comment, you critique, you add value to existing conversations».

 5. Conhecer e compreender a forma como se estruturam as ligações entre blogues, ou, dito de outra forma, aproveitar os blogues para espalhar a palavra.

6. As relações mediáticas podem beneficiar com os novos meios e acelerar o processo de divulgação da informação.

7. Ninguém necessita de dominar programação, mas alguns conhecimentos em html, dreamweaver, etc podem vir a ser uma mais-valia na hora de mostrar serviço, na opinião de Meis.

8. Possuir conhecimentos básicos de fotografia e vídeo.

9. Domínio da escrita. Os conteúdos escritos continuam a ser imprescindíveis no universo online. O que é exigível é a capacidade para associar a linguagem certa ao meio adequado.

10. Se o trabalho de Relações Públicas nem sempre pode ser quantificado, pelo menos a consciência da necessidade de apresentar resultados e medição de ações deve ser ponderada, até porque: «Clients like results. It’s no longer just about quantity of hits or press clips. It’s about quality of conversation and social influence. Be able to recognize and justify to clients how key blog mentions and placements frequently hold more value and influence over traditional media placements». Portanto, exige-se algum conhecimento de ferramentas de análise para medir o impacto do trabalho desenvolvido.