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Nove tendências digitais que vão marcar 2013

7 Jan

Prevê-se que em 2013 as empresas vão reforçar a sua presença nas redes sociais e o investimento no relacionamento online. Com o mundo digital em constante transformação, a E.Life, empresa pioneira em monitorização das redes sociais, anuncia as tendências do digital para o próximo ano. Depois de as grandes marcas terem percebido o poder das redes sociais como forma de conhecer as opiniões espontâneas do público e estreitar relações com o consumidor final, é a vez das pequenas e médias empresas aproveitarem os recursos que estas redes oferecem.

Neste seguimento, a E.Life aponta as tendências digitais para 2013. Estas previsões, de acordo com Alessandro Barbosa Lima, CEO do Grupo E.Life “foram baseadas em estudos e observações empíricas sobre as principais redes sociais”.

1. PMEs vão investir mais em redes sociais

De acordo com uma pesquisa da Deloitte, 51% das PMEs investem nas redes sociais para aumentar o volume de negócios. A tendência para investir mais nos negócios online e nas redes sociais para chegar ao consumidor final vai continuar em 2013.

2. Das métricas aos KPIs – Redes Sociais sobem na escala de prioridades das empresas

Melhorar os negócios de uma empresa através das redes sociais é agora mais claro. Os dados recolhidos nas redes sociais sobre os hábitos dos consumidores provaram ser uma mais-valia para os negócios de qualquer empresa. Se já em 2012, várias marcas relançaram produtos, mudaram embalagens ou investiram em serviços a partir de insights obtidos em redes sociais, em 2013 os resultados serão ainda mais flagrantes com impactos profundos no marketing e planeamento estratégico das empresas

3. Big Data

A explosão de informação na Internet, em particular nas redes sociais, permite perceber que vai ser preciso lidar com um volume exponencial de dados em 2013. As redes sociais vão ser obrigatórias no marketing digital. Serão essenciais novas infraestruturas, maior largura de banda, bancos de dados e algoritmos.

4. Social TV para cobertura de conteúdos televisivos

O hábito de ver televisão enquanto se utiliza a internet já está enraizado e o crescimento é exponencial. Cada vez mais pessoas comentam o que estão a ver. O que se prevê para 2013 é que as plataformas de Social TV sejam uma ferramenta essencial à curadoria de conteúdos e que forneçam mapas acerca de conteúdos televisivos que podem ser convertidos em apps que vão guiar o telespectador na programação a seguir. Também se prevê que as empresas apostem mais no uso das hashtags para criaram uma maior ligação com os consumidores.

5. Mobile

Dispositivos móveis como smartphones e tablets permitem cada vez mais o acesso a redes sociais e assumem um grande papel visto que fazem parte da vida dos consumidores em todo lado e a toda a hora. Conteúdos e aplicações para smartphones e tablets vão continuar a ser uma tendência no ano de 2013.

6. Social CRM: maior participação no atendimento ao consumidor e novos formatos

Cada vez mais pessoas fazem as suas reclamações através das redes sociais. A gestão de reclamações e a criação de aplicações próprias para atendimento são tendências para o próximo ano. Prevê-se que sejam desenvolvidas plataformas onde os próprios consumidores respondem a dúvidas mais comuns de outros consumidores que não exijam recurso a dados da empresa.

7. SaaS em todo o lado

O Software as a Service (SaaS) cresce e diversifica-se, é cada vez mais alargada a oferta de plataformas online com finalidades diversas. A Amazon, a Microsoft e a Google já estão a apostar neste tipo de serviço, feito em “nuvem”. Esta forma de negócio disponibiliza serviços online mediante valores mais baixos permitindo a muitas empresas o acesso a novas funcionalidades.

8. Redes Sociais como forma de sugestão de compra

O uso de smartphones com GPS e os Likes do Facebook vão permitir desenvolver aplicações para sugestão de compras nos pontos de venda físicos. O objectivo das aplicações é divulgar nas redes que se está a “gostar” de uma promoção ou a visitar uma loja. Em 2013, vão ser mais os comerciantes a desenvolver programas de fidelidade baseados nas redes sociais.

9. Realidade Aumentada

Em 2013, a realidade aumentada tende a ser um ponto forte de atracção e fixação do cliente especialmente nos centros comerciais e grandes superfícies. Aplicações para reconhecer embalagens e passar mais informações sobre um ou outro produto vão destacar e posicionar produtos no ponto de venda. As novas tendências para 2013 traduzem-se em inovação e novas aplicações para dispositivos móveis em crescente penetração. A percepção do valor das redes sociais nas empresas também faz parte do futuro próximo dos negócios.

Fonte: http://www.meiosepublicidade.pt/2013/01/tendencias-digitais-que-vao-marcar-2013/

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Aprender com o presente, para ver 2013

30 Out

Esta crise “recente” já tem uns quatro anos, sendo mais aguda desde o início de 2011. Mas do ponto de vista do comportamento do shopper português, só agora há transformações sérias. Sabíamos até que no início da “crise” a contenção do consumo era em grande parte conduzida pela pressão social e mediática. Mas depois, o “medo” transformou-se em “realidade”.

Em 2010 havia já 22% dos lares que realmente tinham grandes dificuldades, mesmo no consumo FMCG. A grande maioria dos lares, no entanto, “apenas” procurava gastar menos. Na realidade pouco alterou os seus hábitos e os níveis no grande consumo. A principal alteração relevante foi a redução do consumo alimentar fora de casa, como sabemos. Ora isso fez desenvolver o consumo alimentar dentro dos lares.

Em 2011 cresceram muito as categorias de take away e de refrigerados como soluções alternativas convenientes, mais económicas face ao consumo na restauração. Mas de resto, a procura era orientada mais a preço (MDD, promoções) do que orientada para uma mudança real no padrão de consumo das famílias portuguesas.

Este ano trouxe algo de verdadeiramente novo. Algo que até agora não era uma tendência clara e significativa e agora já é. Falamos da redução de consumo ou do (quase) abandono de algumas categorias, consideradas menos essenciais. Por outro lado, a compra de bens alimentares pelos lares intensificou-se ainda mais. O canal “Horeca” foi novamente penalizado em 2012, como validam as associações do setor.

De acordo com o painel de lares da Kantar Worldpanel, o consumo dos lares em produtos de grande consumo (FMCG) cresceu 7.4% em valor, no primeiro semestre de 2012, devido sobretudo ao aumento do IVA em produtos alimentares, a que se somou o reforço do consumo alimentar de que já falámos. Verificámos que algumas categorias de produto caíram muito e outras subiram bastante, conforme iremos analisar e tentar explicar o racional do shopper português neste momento. Mas o volume comprado decresceu 0.7%, num processo de clara optimização do consumo FMCG pelos lares portugueses.

Vimos ainda um reforço da intensa actividade promocional das insígnias. Por outro lado, as MDD continuam a crescer, mas a novidade do 2ºTrimestre é a sua desaceleração. Mas atingem novo recorde de quota (38,4%) em resultado de uma política de aumento de preços que reduziu o gap de preços entre MDF e MDD, em particular nas categorias onde a quota das MDD era já mais dominante. Na realidade, o preço médio comprado das MDD, em geral, aumentou cerca de 9%, no 1º Semestre 2012, embora a justificação possa também advir de alargamento do sortido oferecido. Mas o sinal de que estamos perante uma nova etapa no ciclo de vida das MDD é claro e estamos claramente a atingir uma fase de maturidade desta oferta, existindo no entanto, ainda espaço para crescimento.

Houve no primeiro semestre de 2012 um aumento significativo do consumo de produtos alimentares frescos, mercearia salgada e doce, que cresceram em volume 6.7%, 5.3% e 3.5%, respectivamente. A ideia de que confeccionar refeições em casa fica mais barato ganha cada vez mais adeptos, permitindo que as categorias referidas atrás tenham crescimentos significativos, em contra-ciclo com o total FMCG. Os produtos refrigerados e congelados caíram neste último caso 2%.

As categorias que sofreram um agravamento de preço devido ao aumento do IVA, como bebidas não alcoólicas (águas, sumos e refrigerantes), foram naturalmente das mais afectadas, com um decrescimento em volume de 11.2%. Outra das categorias mais afectadas neste período foram os lácteos que sofreram uma quebra em volume de 2.5%. O desempenho das diversas macrocategorias demonstra que os lares estão agora mais focados nos produtos mais básicos, revelando uma desofisticação do consumo. Poder-se-ia mesmo dizer que o perfil e o padrão de consumo que existia nos anos 80 e 90 estão de volta.

A principal lição da leitura do gráfico é que realmente o consumidor está em total processo de “ajustamento”, o que representa voltar a trás alguns anos no que diz respeito a evolução do consumo dos lares portugueses.

Em termos de comportamento de compra existem também diferenças importantes. Agora estamos mais “profissionalizados” no sentido de estarmos, enquanto shoppers, a optimizar o processo de compra. Se em 2011 verificava-se uma maior frequência na ida às lojas, em termos de dias, o mesmo já não acontece no primeiro semestre deste ano.

Ou seja, os lares portugueses foram menos dias às compras, mas em cada dia foram a mais lojas, com o objectivo de encontrarem os melhores negócios e preferindo concentrar as suas compras. Por outro lado compram menos categorias dentro de uma determinada macrocategoria, o que é mais um sinal da “desofisticação” do consumo.

FONTE: Kantar Worldpanel