Recordar “O Futuro das Marcas”

13 Nov
Maria Pintado, aluna do 3.º ano da licenciatura de Marketing, Publicidade e Relações Públicas, a fazer Erasmus na Polónia, em Nowy Sacz, enviou-nos hoje um resumo da última ISVOUGA MARKETING SESSION, realizada em Maio, com Carlos Coelho.
Aqui fica o contributo vindo diretamente da universidade National-Louis University – Wyższa Szkoła Biznesu.
6º edição ISVOUGA MARKETING SESSIONS, MAIO 2012

Carlos Coelho, especialista na criação de marcas, foi o orador da 6ª edição ISVOUGA MKT SESSIONS

Na 6.ª edição do ciclo de conferências Isvouga Marketing Sessions com o tema “O Futuro das Marcas” tivemos a presença de Carlos Coelho, especialista na criação de marcas e presidente da Ivity Brand Corp.

Para começar, o futuro da marca passa por aquilo que entendemos que é uma marca. É obrigatório delimitar “território”, deixar o nosso cunho no mercado, pois por incrível que nos pareça as marcas começaram em território sem marcas. Trabalha-se ao máximo para atingir aquilo que se quer. Quanto aos imprevistos que o futuro pode trazer a uma marca é preciso que as nossas convicções sejam mais fortes perante os mesmos: saber dar a volta.

Atualmente, devido à grande concorrência e ao número infinito de marcas no mercado é necessário diferenciar, não é criar aquilo que o “vizinho também tem”.

Um acrônimo que traduz muito bem aquilo que é o futuro é: FUD – Future Uncertain Undoubt (Indubitavelmente Futuro Incerto). Na verdade, serve para explicar também que, no tempo dos nossos avós, o casamento, o carro, os móveis eram para a vida, «Dura uma vida inteira…» e hoje, sabemos que não é bem assim. Vejamos o exemplo da Ikea, “Viva mais a sua casa”, podemos mudar sempre que quisermos, logo, segundo o orador, as coisas não são mais para vida. “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades;” (Luís Vaz de Camões, in “Sonetos”). Não é novidade para ninguém que, o mundo está a mudar o modo como as coisas eram, assim sendo fazer compras e até mesmo o consumidor final estão em constante mudança. O que ontem era, hoje já não é. O cliente tornou-se exigente. Através de um clique tem toda a informação que necessita para a sua escolha final.

A marca tem de ter uma história sedutora que nunca acaba e que mantem o cliente cativo (Never Ending Seduction) tal como no livro d’ As Mil e Uma Noites, um clássico da literatura mundial. O rei Xariar, louco por ter sido traído pela sua primeira esposa, desposa uma noiva diferente todas as noites, mandando-as matar na manhã seguinte. Xerazade consegue escapar a esse destino contando histórias maravilhosas sobre diversos temas que captam a curiosidade do rei. Ao amanhecer, Xerazade interrompe cada conto para continuá-lo na noite seguinte, o que a mantém viva ao longo de várias noites – as mil e uma do título – ao fim das quais o rei já se arrependeu do seu comportamento e desistiu de executá-la. (Fonte Wikipedia)

“Or just a small touch” quando menos o cliente espera, surpreender e fazer algo que o toca. A embalagem também tem um peso importante na decisão do cliente, é indispensável embalar melhor.

As marcas são como o amor, Brand Love (a relação das pessoas com a marca) e passam por cinco fases:

  1. Atenção – ouvir falar sobre a marca;
  2. Desejo – intenção de experimentar/comprar;
  3. Flirt – experimentar/comprar pelo menos uma vez;
  4. Comprometido – às vezes sim, às vezes não;
  5. Amor – ama comprar sempre.

As pessoas namoram montras e nelas namoram os produtos.

Quanto ao panorama português, os portugueses estão em toda a parte do mundo. A nossa história é muito importante, os Descobrimentos fizeram de nós o que somos hoje. Somos criativos, não nos podemos esquecer disso, por exemplo: os “peixinhos da horta” (vagens panadas) são de uma grande originalidade. É preciso ter orgulho no que é nosso, no nosso país. Não deixar de acreditar, é preciso sonhar. A crise não é desculpa. Como diz o velho ditado: “Enquanto uns choram outros vendem lenços”. “Crisis is a mind opener”. Assim, torna-se essencial adaptar preços em questões económicas devido à crise mundial económica.

O manifesto anti-marca não existe. As marcas são necessárias para o mundo.

Conclusão, as marcas têm que ser funcionais e simples.

Aconselho a ver o filme “Branded” (Jamie Bradshaw, Aleksandr Dulerayn, 2012) que traz uma temática interessante ao mundo das marcas e se, de repente fossemos controlados pelas marcas que conhecemos e não só.

Let’s look at the TRAILER.

 

Por Maria Pintado

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