O casamento entre a ciência e o marketing

18 Abr

“A verdade é esta: somos todos consumidores. Seja quando compramos um telemóvel, um creme anti-rugas suíço ou uma coca-cola, o consumo é uma parte muito importante do nosso dia-a-dia.” LINDSTROM, 2009

Os momentos que decorrem antes, durante e depois de cada acto de consumo levam uma enorme quantidade de informação ao cérebro, que a recolhe e filtra de forma a que apenas uma parte seja memorizada. É um processo constante e inconsciente que acontece a cada segundo.

Mas… E se fosse descoberta a forma como os consumidores pensam e compram?! Como dar uma nova vida a produtos em declínio, segundo as preferências dos clientes?!

Vários estudos já comprovam a existência de uma ligação científica conclusiva entre as marcas e o cérebro, revelando que as marcas são muito mais do que produtos de fácil identificação e embalados de forma chamativa.

As ressonâncias magnéticas são capazes de indicar estímulos em diferentes partes do cérebro, fazendo uma espécie de filmes em cada poucos segundos. Ao fim de alguns minutos torna-se incrível a quantidade de informação recolhida.

Atendendo às questões éticas levantadas é importante entender que o neuromarketing não pretende implementar ideias no cérebro, nem incentivar à compra de determinados produtos, mas sim descobrir o que já existe… Descobrir como as pessoas reagem aos diversos estímulos sensoriais que recebem no dia-a-dia, porque mesmo que a parte consciente do cérebro consiga chegar à informação depositada na parte inconsciente, será que é exercida alguma influência nos comportamentos?!

Na realidade, a parte consciente do cérebro está constantemente atento para defender os comportamentos das acções publicitárias das marcas, mas assim que os logótipos desaparecem do campo de visão, o cérebro deixa de estar alerta e acaba por reagir de forma inconsciente às mensagens recebidas.

É possível imaginar um mundo sem logótipos ou sem frases publicitárias onde fosse possível imaginar imediatamente uma marca ou um produto?!

A verdade é que os elementos que desenvolvem em cada indivíduo um sentimento de pertença por diversas marcas, influencia o comportamento de cada pessoa.

“Pensemos em grupos aparentemente sem qualquer ligação, como uma reunião de controlo de peso, um grupo de fãs da Supertaça e o público de um concerto dos Rolling Stones. Estes eventos reúnem grupos de pessoas que partilham uma missão em comum, quer seja vencer a gordura, ganhar uma taça ou partilhar a alegria colectiva de um espectáculo.” LINDSTROM, 2009

O que poderia ter acontecido a algumas marcas se o neuromarketing já existisse há 20 anos? Teria sido possível prever o fracasso de certos produtos e assim poupar milhões de euros em todos os processos de produção e colocação dos mesmos no mercado?!

“Agora que sabemos que cerca de 90% dos nossos hábitos de consumo são inconscientes, é chegada a altura de fazer uma mudança paradigmática.” LINDSTROM, 2009

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