Optimus: a polémica em torno do anúncio acusado de ser uma cópia do da Budweiser

10 Abr

07/04/2012 | 00:00 | Dinheiro Vivo

A campanha do 4G da Optimus vai ter uma nova “velha” cara. João Manzarra, o chefe da tribo Tag, será o protagonista, revela Hugo Figueiredo, diretor de marketing central da operadora.
O responsável da marca faz ainda um balanço da nova assinatura, comenta a polémica em torno do anúncio acusado de ser uma cópia do da Budweiser e traça a estratégia para este ano.

Com O Que nos Liga é Optimus, passaram de 10.º para 4.º lugar nos estudos da Publivaga, em termos de notoriedade, à frente da TMN e Vodafone. O que ligou tanto as pessoas à Optimus?
Percebemos como os consumidores reagiam à crise e que uma perspetiva positiva teria mais adesão. E também que a música poderia ser a maneira de materializar essa alegria. A agência teve a ideia de usar a música dos Beatles [All Together Now], que tem a vantagem de estar alicerçada em temas-âncora. Num momento em tudo está a falir, estas âncoras de momentos felizes do passado são temas com que as pessoas se relacionam de modo muito positivo. A música, a ligação entre as pessoas, tudo isso alicerçado num tema de alegria e partilha são os grandes alicerces.

A campanha mereceu críticas por se inspirar demasiado noutros anúncios. Isso surpreende-o?
Um bocadinho. Conhecíamos a campanha da Budweiser, como outras com a música All Together Now. Se virem os filmes lado a lado, sem a música, são muito diferentes. As redes sociais potenciam muito este tipo de polémicas, mas estou satisfeito com o resultado final. Foi feito um post com os filmes lado a lado e a visualização não teve muita expressão.

Duetos Improváveis, uma das componentes da campanha, vai ter continuidade ou os Duetos chegaram ao fim?
A campanha All together Now está a ser construída ao longo do tempo com várias peças. Tudo isso contribui para a construção da marca tal como a queremos: positiva, alegre, próxima das pessoas. Os Duetos Improváveis tem a ver com o tema das ligações, tal como a de exterior em que convidámos dez artistas de diversas áreas da música até à moda, passando pelo humor, que deram a sua interpretação da assinatura na forma gráfica. Os Duetos tiveram enorme sucesso, temos mais de dois milhões de hits no Facebook e no YouTube, o que representa um dos maiores sucessos de sempre em Portugal, sobretudo porque se considerarmos que está cingida a Portugal, pela questão dos direitos da música dos Beatles. Como em todos os casos equipa que ganha não se mexe: temos vindo a desenvolver novos duetos, caso do Marco Paulo com os Buraka Som Sistema. Vamos analisar o sucesso.

Como viu a entrada em força da Vodafone na música com o MexeFest?
Vejo com naturalidade que outros concorrentes procurem esse território uma vez que é um território com que as pessoas se envolvem de forma emocional. Temos tido uma estratégia muito coerente que nos coloca na primeira posição entre os concorrentes e na segunda posição em absoluto no território da música. Acreditamos que as pessoas nos premeiam pela estratégia que temos vindo a implementar, onde o Optimus Alive e agora o Optimus Primavera são os grandes pilares dessa estratégia, mas também a editora Optimus Discos.

A produtora do Optimus Alive, a Everything is New, afirmou que para contrabalançar a quebra de visitantes portugueses iria apostar nos mercados espanhóis e inglês. Até que ponto o festival vai cumprir os objetivos para a marca, criar ligação com os clientes nacionais?
O Optimus Alive é o nosso maior projeto de música, que conquistou em poucos anos uma posição central em Portugal, mas a nossa ambição sempre foi a de fazer um festival que tivesse uma projecção de qualidade também no estrangeiro. Para uma marca alicerçada em Portugal isso é importante, porque diz aos nossos consumidores portugueses, que a Optimus transcende fronteiras e que a qualidade dos projetos que faz ultrapassa fronteiras. Não estamos preocupados do ponto de vista da marca com a vinda dos estrangeiros, partilhamos esse objetivo com o promotor, uma vez que o festival tem capacidade de crescer em número de presenças. Se vierem do estrangeiro tanto melhor, também podem juntar-se à Optimus em roaming.

Lançaram um tarifário com o Sporting Clube de Braga e uma promoção cruzada com a Galp. São iniciativas que querem dar continuidade?
O objetivo da Optimus é crescer em quota de mercado, em número de clientes, em receitas. Todas as oportunidades que surgem para conseguir esse objetivo são bem-vindas e nesse sentido a parceira com o SCBraga é bem-vinda e permite aos sócios do clube usufruir de condições especiais dentro dos tarifários da Optimus. A parceria da Galp junta-se a outras parcerias cruzadas. No atual contexto as pessoas beneficiam muito em obter esses descontos cruzados e é uma forma de crescermos num mercado que é muito saturado. Todas as oportunidades que vierem a surgir olharemos para elas.

Face à esperada quebra de consumo este ano pensa que as pessoas irão refugiar-se mais em tarifários tipo tribo?
O contexto atual é difícil, bem como prever o que os clientes vão fazer. As necessidades dos consumidores estão sempre a mudar em particular num mercado tão dinâmico como os das telecomunicações. As pessoas vão procurar soluções nas quais sintam menos incertezas em relação ao seu consumo e, portanto, tudo o que as operadoras possam fazer para aumentar esse conforto vai ser premiado com uma maior adesão.

Dados apontam que este tipo de tarifários já representa 50% dos pré-pagos, a maioria em Portugal. Vão apostar nesse tipo de oferta?
A Optimus tem oferta que congrega vários tipos de consumo. Todos têm estado em crescimento, não só aqueles a que as pessoas aderem e, dentro de uma determinada tarifa, têm um consumo ilimitado dentro de um grupo fechado de utilizadores. As pessoas aderem consoante ao seu perfil de consumo. Tem sido um perfil de consumo em que as pessoas preferem essa certeza, daí os tarifários tribo terem crescido bastante, mas isso não significa uma perda de receita para as operadoras.

Na vossa tribo Tag, o chefe é João Manzarra. Vão mantê-lo como cara do tarifário?
Tem sido uma fórmula de sucesso. Queremos dar continuidade a esta parceria, neste ou noutros produtos Optimus. Podemos adiantar que será a cara da próxima campanha 4G da Optimus.

O orçamento está em linha com o do ano passado?
Tem um ligeiro ajuste – tão pequeno que não será visível.

Fonte: http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO040962.html?page=0

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